quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Teoria do Conhecimento

Teoria do Conhecimento

A Teoria do Conhecimento é uma área que investiga os problemas decorrentes ênfase de nosso estudo, moldada de forma sistemática a partir de Descartes, da relação entre sujeito e objeto do conhecimento, bem como as condições primordiais do saber verdadeiro. Estas questões, inicialmente tratadas junto aos textos de metafísica, tornam-se independentes apenas na Idade Moderna, maior Locke, Hume e, chegando a seu apogeu com a teoria crítica de Kant. Foram diversas as correntes filosóficas questionando a validade do conhecimento
Os principais problemas enumerados pela Teoria do Conhecimento se referem à sua veracidade, formas de apreensão do objeto, totalidade do conhecimento e fontes. A verdade depende apenas do sujeito, no juízo, como aparece para este.

A palavra conhecimento provém do latim cognitio, co-gnoscere. Etimologicamente, ela é formada pela preposição co, cum, em português com, no sentido de junto; e pela palavra gnoscere, do grego genesis, que quer dizer gênese, nascimento: conhecer significa nascer-junto, sentido que se conserva evidente na palavra francesa con-naître. Nascer junto é a experiência de se descobrir numa unidade originária com o que é descoberto, o que o grego chamou de alétheia, o modo de ser da verdade. A origem do conhecimento é o aparecimento de homem e mundo, articulados na unidade do nascimento comum do conhecimento. A teoria é o modo do conhecimento se apresentar.
Teoria, palavra originada do grego teoréo, significa etimologicamente observar, examinar, contemplar, indica a ação de ver. Como apresentação do conhecimento, a teoria é o que deixa ver a articulação do que nasce junto, mostrando o que, neste nascimento, se descobriu. Neste sentido, teoria do conhecimento significa o deixar ver do que foi descoberto em um nascer junto, indica uma experiência de descoberta da unidade original do que aparece.
Todavia, apesar deste seu sentido originário de unidade, com a moderna divisão cartesiana da realidade em consciência e extensão, o homem e o mundo foram separados ontologicamente em duas instâncias distintas, o interno e o externo, transformando a teoria do conhecimento em uma doutrina filosófica que investiga as possibilidades da relação entre o sujeito e o objeto, onde a verdade passa a ser compreendida como uma cópula adequada destes dois termos.
A teoria do conhecimento surge como disciplina autônoma apenas na modernidade, no pensamento de Descartes, quando a questão filosófica deixa de ser o que é o ente?, para se transformar, em: qual é aquele ente que, no sentido do ens certum, é o ente verdadeiro? A partir de Descartes, a certeza se torna medida determinante da verdade, sendo a filosofia, a teoria do conhecimento, o saber que determina a certeza do conhecimento verdadeiro.
Denominada também de metafísica, de lógica, de epistemologia e de filosofia da ciência, a teoria do conhecimento tem os seus fundamentos estabelecidos de acordo com cada perspectiva de interpretação, constituindo assim diferentes correntes do conhecimento como: o dogmatismo, o ceticismo, o criticismo, o idealismo, o realismo, etc.